Foi à 8 anos atrás que conheci o teu pai, eramos 2 miudos a trabalhar em Part-time na loja de diversão Funcenter (Tenho pena que nunca a irás poder conhecer).
Era verão, Junho mais propriamente, a mãe tinha acabado de vir de férias e aquele seria o primeiro fim de semana de trabalho do teu pai. Eu fazia festas de aniversário, ai como eu adorava (mas isto conto-te mais tarde), naquela manhã, estava ele num dos equipamentos. Lá fui levar as crianças para esse equipamento e tivemos o primeiro contato, trocamos as primeiras palavras...e a mãe foi tãooo antipática!!! e olha que não era e nem sou nada assim -.-!
trocamos umas 5 palavras e tava bom. Segui caminho...e se me perguntares os passos seguintes...não me recordo. Dou por mim a falar com ele como se já nos conhecessemos à anos...que sensação estranha.
Aquele fim de semana, foi de muita conversa, de muitas gargalhadas...e terminou.
Na semana seguinte, (vai ser realmente, PIROSO o que a mãe vai te contar, mas) na semana seguinte àquele fim de semana, dava por mim, do nada, a pensar nele...e nem o nome do pai eu me lembrava. Mas aquela cara, aquele sorriso...bahh
Fim de semana seguinte, a primeira pessoa que encontro assim que entro na loja foi o teu pai...e não sei porque...deu-me um abraço apertado, tão apertado e bom que eu só queria ficar ali...MAS...nunca devemos mostrar o que queremos logo assim...a mãe afastou-se muito rápido e deu de frosques ahah.
Coisa do destino, ou não...acabavamos por ficar a trabalhar juntos no mesmo equipamento...e nesse dia, lá veio ele depois de almoço com um desenho numa folha de guardanapo (posso te mostrar, tenho guardado) para me entregar.
Não percebi muito bem aquele miminho...eu não queria nada daquela aproximação...mas ao mesmo tempo...ao mesmo tempo eu também não recuava... Ofereci-lhe boleia naquele domingo à noite. E com a desculpa de saber se eu cheguei bem a casa o pai Pediu-me o numero de telemovel, mas, atenção filha, a mãe não deu
E assim foi... obvio que a mãe disse logo que chegou bem...e começou as marotanas de mensagens, chamadas, dia e noite.
O que era aquilo?!
Tantas coincidencias que fomos encontrando, amigos em comum sem sabermos, conheciamos os ex namorados de cada um, viviamos a menos de 5 km um do outro...
Foram paseios, chamadas, mensagens, carinhos... dia 26 de Agosto, o primeiro beijo. (Convêm informar-te que só aconteceu depois de MUITAS tentivas falhadas do teu pai ahahah
Depois..assim começou...nada muito sério, nada muito assumido.
Até que dia, 7 de setembro, o teu pai pediu-me em namorado, imagina só...dentro de um metro cheio de pessoas (Quase nem respirava)...e deixa-me informar-te também, que fui a primeira e única, a quem ele pediu em namoro
E assim começamos uma historia, agora assumida. Não foi fácil...a mãe não foi nada fácil. Mas o teu pai, nunca, nunca desistiu de mim, esperou o tempo que fosse necessário.
Quando ele comprou as alianças para usarmos...a mãe não a usou...se á coisa que devemos ser na vida, filha, é honestos, principalemente, com quem nos quer bem e a quem nós queremos bem. Naquele momento, o que a mãe sentia não era suficiente, para usar a aliança, não sentia essa necessidade e não queria dar um passo muito à frente e tudo correr mal. FUi sincera, expos o que sentia...e o pai esperou. Até que, quando senti pela primeira vez que o amava mais do que eu achava, mais do que eu, realmente, queria...usamos e só a tirei quando engravidei de ti e os dedos incharam...mas ela está aqui, na pandora, na pulseira que expõem a minha vida em pedaços.
Nunca nos largamos, tivemos e temos, muitas discussões, muitas opiniões diferentes. Ele Birrento que tudo e a mãe sempre a querer ser a dona da razão...mas somos felizes, somos apaixonados.
QUando lhe disse que não poderia engravidar, que as chances eram muito, muito poucas. O Pai ficou, acreditou mais do que eu e nunca, em momento, algum o senti fraquejar, o senti desejar outra mulher.
No amor, filha, existem 2 lados... o lado bom e o lado mau. E sei que vais passar pelos dois, faz parte da vida, faz parte do teu crescimento. Um dia, conto-te a minha experiência má, no dia que sentir, que estas a sofrer por alguém que jamais merecerá as tuas lágrimas.
Espero que no dia que leres esta carta, possas olhar para os papas e dizer: "Quero um amor assim!"
E se por algum motivo da vida, já não possas olhar para os dois em conjunto, mesmo que separados, nunca te esqueças, que tu és o fruto do nosso amor. ès o fruto de um amor lindo, respeitador, cheio de amizade e confiança.
Ama muito o teu pai, cuida muito dele, porque ele SEMPRE cuidou da mãe, de ti, de nós
Amo-te FIlha




