segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O Papa

Hoje vou-te falar do teu papá, filha e um pouco do nosso amor. 

Foi à 8 anos atrás que conheci o teu pai, eramos 2 miudos a trabalhar em Part-time na loja de diversão Funcenter (Tenho pena que nunca a irás poder conhecer). 

Era verão, Junho mais propriamente, a mãe tinha acabado de vir de férias e aquele seria o primeiro fim de semana de trabalho do teu pai. Eu fazia festas de aniversário, ai como eu adorava (mas isto conto-te mais tarde), naquela manhã, estava ele num dos equipamentos. Lá fui levar as crianças para esse equipamento e tivemos o primeiro contato, trocamos as primeiras palavras...e a mãe foi tãooo antipática!!! e olha que não era e nem sou nada assim -.-!

trocamos umas 5 palavras e tava bom. Segui caminho...e se me perguntares os passos seguintes...não me recordo. Dou por mim a falar com ele como se já nos conhecessemos à anos...que sensação estranha.

Aquele fim de semana, foi de muita conversa, de muitas gargalhadas...e terminou.

Na semana seguinte, (vai ser realmente, PIROSO o que a mãe vai te contar, mas) na semana seguinte àquele fim de semana, dava por mim, do nada, a pensar nele...e nem o nome do pai eu me lembrava. Mas aquela cara, aquele sorriso...bahh 

Fim de semana seguinte, a primeira pessoa que encontro assim que entro na loja foi o teu pai...e não sei porque...deu-me um abraço apertado, tão apertado e bom que eu só queria ficar ali...MAS...nunca devemos mostrar o que queremos logo assim...a mãe afastou-se muito rápido e deu de frosques ahah.

Coisa do destino, ou não...acabavamos por ficar a trabalhar juntos no mesmo equipamento...e nesse dia, lá veio ele depois de almoço com um desenho numa folha de guardanapo (posso te mostrar, tenho guardado) para me entregar.

Não percebi muito bem aquele miminho...eu não queria nada daquela aproximação...mas ao mesmo tempo...ao mesmo tempo eu também não recuava... Ofereci-lhe boleia naquele domingo à noite. E com a desculpa de saber se eu cheguei bem a casa o pai Pediu-me o numero de telemovel, mas, atenção filha, a mãe não deu . Disse antes para ele me dar o dele...se eu achasse bem dizia algo !

E assim foi... obvio que a mãe disse logo que chegou bem...e começou as marotanas de mensagens, chamadas, dia e noite.

O que era aquilo?!

Tantas coincidencias que fomos encontrando, amigos em comum sem sabermos, conheciamos os ex namorados de cada um, viviamos a menos de 5 km um do outro...

Foram paseios, chamadas, mensagens, carinhos... dia 26 de Agosto, o primeiro beijo. (Convêm informar-te que só aconteceu depois de MUITAS tentivas falhadas do teu pai ahahah )

Depois..assim começou...nada muito sério, nada muito assumido.

Até que dia, 7 de setembro, o teu pai pediu-me em namorado, imagina só...dentro de um metro cheio de pessoas (Quase nem respirava)...e deixa-me informar-te também, que fui a primeira e única, a quem ele pediu em namoro .

E assim começamos uma historia, agora assumida. Não foi fácil...a mãe não foi nada fácil. Mas o teu pai, nunca, nunca desistiu de mim, esperou o tempo que fosse necessário.

Quando ele comprou as alianças para usarmos...a mãe não a usou...se á coisa que devemos ser na vida, filha, é honestos, principalemente, com quem nos quer bem e a quem nós queremos bem. Naquele momento, o que a mãe sentia não era suficiente, para usar a aliança, não sentia essa necessidade e não queria dar um passo muito à frente e tudo correr mal. FUi sincera, expos o que sentia...e o pai esperou. Até que, quando senti pela primeira vez que o amava mais do que eu achava, mais do que eu, realmente, queria...usamos e só a tirei quando engravidei de ti e os dedos incharam...mas ela está aqui, na pandora, na pulseira que expõem a minha vida em pedaços.

Nunca nos largamos, tivemos e temos, muitas discussões, muitas opiniões diferentes. Ele Birrento que tudo e a mãe sempre a querer ser a dona da razão...mas somos felizes, somos apaixonados.

QUando lhe disse que não poderia engravidar, que as chances eram muito, muito poucas. O Pai ficou, acreditou mais do que eu e nunca, em momento, algum o senti fraquejar, o senti desejar outra mulher.

No amor, filha, existem 2 lados... o lado bom e o lado mau. E sei que vais passar pelos dois, faz parte da vida, faz parte do teu crescimento. Um dia, conto-te a minha experiência má, no dia que sentir, que estas a sofrer por alguém que jamais merecerá as tuas lágrimas.

Espero que no dia que leres esta carta, possas olhar para os papas e dizer: "Quero um amor assim!"

E se por algum motivo da vida, já não possas olhar para os dois em conjunto, mesmo que separados, nunca te esqueças, que tu és o fruto do nosso amor. ès o fruto de um amor lindo, respeitador, cheio de amizade e confiança.

Ama muito o teu pai, cuida muito dele, porque ele SEMPRE cuidou da mãe, de ti, de nós 

Amo-te FIlha

1º Dia da Mãe

Pela primeira vez festejo o dia da mae, na pele de mamã. E tão bom que sabe, tão maravilhoso que é. Hoje pensei que daqui a uns aninhos vou receber presentes feitos pela minha filhota e isso, esses presentes irão ser, sem duvida, os melhores presentes da minha vida 💖. Enquanto isso não acontece, o pai faz as delicias do dia 😍, obrigada ao amor da minha vida 😘😘
Sou a mulher mais feliz do mundo 👪

Os meus momentos...são os nossos momentos

Desde à 2 meses para ca, que as minhas fotos passaram a ser as nossas fotos. Que o meu tempo, passou a ser o nosso tempo, que os meus passeios, passaram a ser os nossos. Que a minha vida, passou a ser a nossa vida! Se soubesses como foste desejada filha, como foste tão desejada ainda sem sequer exisstires. Tu és a parte mais linda e sincera do amor do papá e da mamã.
Gosto de partilhar com o mundo este amor tão grande, afinal,,partilhamos tantas coisas tristes...e as coisas boas?! Quero muito,,filha, que acredites, que partilhes o amor, a alegria. Que partilhes! Acredita, existem pessoas boas e mesmo quando a vida te quisser mostrar o contrário, faz-lhe frente e sê tu bondosa. Esta foto, mostra um pouco do nosso amor, uma pela outra. Como é maravilhoso adormecer a sentir o teu cheirinho, como é bom ver-te adormecer por sentires a minha respiração junto a ti. Amo-te filha 💖

Afilhada, Prima...Quase Irmã

#Afilhada #Prima #QuaseIrmã

Hoje venho escrever sobre ti, afilhada. Porque para mim, és quase como uma filha que não cresceu dentro de mim, mas que ocupa o meu coração numa dimensão gigantesca!

Quando nasceste, prometi a mim mesma, fazer de tudo, para que fosses FELIZ. Para que crescesses bem e com tudo o que a vida de melhor tem para te dar. 

Eu e o teu Padrinho, somos as pessoas mais felizes do mundo, por ter uma afilhada como tu. E somos tão apegados a ti que até sufoca.

Quando soube que estava à espera da tua prima, fiquei receosa pela tua receção. Será que irias ter ciúmes? será que irias chorar vezes sem conta? Irias fazer birra? Irias ignora-la?...Tantas perguntas e tantos medos.

Ao longo da gravidez, foste a melhor amiga da madrinha e da clarinha. Tantas vestinhas davas na barriga, tantos beijinhos. E creme? Acho que foi pelas vezes que colocaste creme da barriga da madrinha que não fiquei com nenhuma estria. OBRIGADA Afilhada 

A verdade, é que acompanhaste o crescimento da clarinha dentro da barriga, do inicio ao fim. Foste acompanheira da madrinha, dia e noite. E tantas caminhadas que fiz, que fizemos! Acho que por toda essa ligação, hoje és como a protetora dela.

Quando a Clarinha nasceu, a madrinha fez videochamadas para te ver, para tu veres a clarinha, enquanto não saissemos do hospital...e nessas chamadas tu nem olhavas para mim...fiquei em panico, chorei tanto afilhada, mas tanto.
QUando vi o video do tue padrinho, quando ele foi ter contigo para brincarem, fiquei ainda mais chorosa..não com ciumes, nada disso. Gostam tanto um do outro que a madrinha ficava eternezida a ver-vos.

Ficas-te tão feliz com a visita dele.

Até que finalmente, tiveste o primeiro encontro com a prima... ai como o meu coração descansou!

Os vossos olhares cruzaram-se, parecia que ela já te conhecia, sabia quem eras.

E agora, passado 2 meses, és a protetora dela, a beijoqueira, a que da abraços de apertar o coração de tão bom que são.
AI de alguém que pegue na clarinha sem tu conheceres, começa logo a cair-te a lágrima e a implorares: "Não leva a clarinha, não leva"

És a mini mãezinha dela. QUando fores crescida, nem te vais lembrar, mas acredita que chegavas junto à prima e dizias frases como:

" Não choia, está aqui a pima yara"
"Oh filha (beijinhos)"
" oh clarinha, tão linda"

...

Obrigada amor da vida dos padrinhos 

Mas sei bem que o teu feitio NÃO é nada fácil.
Teimosa até dizer basta, regateira, mandona...mas de coração tão dócil, de sorriso tão fácil, de uma gargalhada maravilhosa.

Que seja sempre assim!

No que depender dos padrinhos, faremos com que seja SEMPRE assim.

Amo-te Afilhada



#1MÊS

E passou 1 mesinho de ti, filha. Que grande inicio de aventura.

Neste teu primeiro mês, foi para nos conhecer-mos ainda melhor. Foi para continuar o vínculo que já tinhamos à 9 meses atrás. De 90 ml de leite, passamos logo para 120 ml... era impossivel permitir que passasses fominha... de semana em semana engordavas...upa upa... mas estavas satisfeita filha e isso era o melhor de tudo. 

A mãe ficava horas a ver-te dormir, que sensação boa filha. Ter-te ali ao meu lado e ver como és linda, perfeita. Saber que és minha e que nesta vida, serás sempre minha!

O teu primeiro sorriso, as tuas gargalhadas enquanto dormias, eram sinais de que estava a fazer um bom papel. Parecia uma força que me davas quando a mãe já estava a ficar cansada, triste por achar que faltava alguma coisa para ti.

Metade da roupa que tinhas, foi toda entregue para outras meninas, nada te servia filha. Eras gordinha e grandinha...nada que a mãe se chateasse, alias... o meu "passatempo" no shopping passou a ser comprar-te rpupa 😁😂...e tão bom qur é mimar-te!

A prima yara, passou a ser a tua segurança, ninguém te podia pegar ao colo que ela não conhecesse. O amor dela por ti é tão grande que ficava desesperada, como medo que te levassem. E os beijos que ela te dava?! (Espero que conrinue a dar, sempre). Quase te sufocava com os caracolinhos dela na tua cara.

Não posso, dizer qur me deste más noites, acordavas apenas para comer filhota, e eras bem certinha... 3horas passadas e lá estavas tu a querwr comer desalmadamente 😂😍. Até nisso sais ao teu pai 😁. A frase que a mãe mais ouvia, sabes qual era?! "É a cara do pai" 🤔😑...e não que era verdade?! 9 meses dentro da mamã e sais mesmo ao teu pai 🤔...

Dia para dia era uma descoberta nova, era uma nova fonte de energia, uma nova forma de amar. Como é bok ser mãe, como é bom ter-te minha filha 👸

Foste tão desejada!
Acredita nos teus sonhos e tudo será possivel, filha

Amo-te mais que tudo meu amor 😘😍💖

O Nascimento

O TEU #NASCIMENTO

15 de Fevereiro de 2018, 8h00, Hospital Fernando Fonseca.

E lá estávamos nós filha, prontas para nos conhecermos uma à outra. Na sala de espera estava o teu pai e a tua madrinha, ansiosos por te ver também. 

Como foi cesariana, o pai não pode assistir, então a mãe teve de entrar sozinha… aliás, à 9 meses que em nenhum dia eu estive sozinha. Estivemos sempre as duas juntas, sempre.
Lembro-me de estar sentada no cadeirão, a perna a tremer. Vem a enfermeira e dá-nos o fato XPTO para vestir, chinelos no pé…e eu cada vez mais nervosa e tu? Tu não te mexias…acho que também estavas nervosa, sim, porque vir conhecer este mundo não é NADA fácil.

Guiaram-nos para uma salinha, uma enfermeira estagiaria inglesa iria nos colocar o soro…lembro-me que ela também estava bem nervosa, acho que seria o primeiro parto que iria acompanhar. Picou-me tantas vezes que lhe perdi a conta, só pedia desculpa. E a mãe apesar de dorida já no braço, ainda se ria, e tentava a acalmar.

Chamaram o pai para me ir fazer um pouco de companhia, vinha tão nervoso que pensava que já tinhas nascido ahah, imagina só…ainda só tinham passado 30 minutos desde que entramos.

E depois de tudo feito, lá nos encaminharam para a sala de operação. Recordo-me tão bem dos meus passos lentos e tão gelada que eu estava… não comia desde a 00h da noite anterior mas se me perguntares se eu tinha fome naquele momento? Óbvio que não…nem eu…nem tu!

A sala era fria…grande, com uma maca no meio e com uns holofotes em cima. Meu pensamento: “Parece uma daquelas imagens dos filmes de terror!”… o que eu estava para ali a imaginar.

Sentei-me na maca, e a anestesista começou a dar a epidural, ligaram-me imensos fios e eu cada vez ia ficando mais nervosa. Deitei-me…de braços abertos e presos…esta foi a pior sensação que tive…não conseguir mexer os meus braços…pensei: “ como a vou agarrar assim? Eu quero pegar logo nela”… mal sabia eu, que nem me levantar iria conseguir.

Entraram na sala os nossos médicos. E acredita filha, os nervos eram apenas por todos aqueles fios e porque, claro, iria te ver pela primeira vez com todas as cores desta vida. Não estava nervosa pelos médicos ou enfermeiros que nos estavam a acompanhar, nada disso. Estava bem tranquila com eles. A Dra. Priscilla foi quem nos acompanhou a gravidez inteira, do inicio ao fim, e fez questão de ser ela ajudar a trazer-te ao mundo. Sabes que num hospital publico 99% das vezes isso não acontece. Só por este acompanhamento, a mãe já se sentia uma felizarda.

O Dr. Joaquim espetou a primeira “ faca?!” e a mãe sentiu…mas não gritei, estava tão gelada que nem isso eu consegui fazer, limitei-me a dizer: “eu estou a sentir, eu estou a sentir”. Lembro-me de ele dizer: “ ups, não estava a espera disto”.

A Anestesista, voltou a reforçar 1 e 2 vezes… e nada…a mãe sentia sempre que iam tentar cortar. Eu já estava a desesperar, a Dra. Disse que se à 3ª vez não pegasse, teriam de me por a dormir.

#DORMIR! NÃO, eu queria te ver assim que nascesses, eu queria te tocar logo, logo mesmo.

A dose que deram foi realmente, mais forte, acho que por breves momentos a mãe adormeceu e acordou exatamente, no momento em que os médicos diziam: “ Está quase, tão grandinha…e já está, já está cá fora”…

Meu deus! Onde estavas filha, eu ainda não te estava a ver. Estava tão anestesiada que a Dra. Virou-me a cabeça para te ver, lá ao fundo, enquanto as enfermeiras te limpavam, aspiravam e vestiam…

Não te ouvi a chorar e logo disse: “EU não a estou a ouvir a chorar, eu não a ouço”… acho que é inevitável não pensar logo, que a primeira coisa que tem de acontecer é um bebe chorar…mas foi só a mãe falar e lá estava o teu primeiro choro e era tão lindo, tão bom de ouvir.

O médico, estava ansioso por saber quanto pesavas… 4150kg!!! CERTINHO com o que ele tinha verificado na ecografia do dia anterior. Depois de te vestirem, encostaram-te a mim…

E eu cheirei-te pela primeira vez, beijei-te, e só dizia: “é tão gordinha, meu deus, é tão linda, tão perfeita”…e a escrever estas palavras escorrem-me as lágrimas, tal como naquele momento.

Uma das enfermeiras, até te tirou a primeira foto, tu sozinha e outra com a mãe e tão querida que foi que enviou logo para o papá e claro para a Enfermeira CátiaCátia, amiga da Tia Elisabete Cruz que nos ajudou e encaminhou muito bem, e a quem agradeço TODO o carinho.

E ali ficaste meu amor, junto à mãe. Se estava ensonada com a anestesia, aqueles breves momentos fizeram-me despertar LOGO! Ainda lembro, dos Médicos falarem da costura da mãe, e disserem que só tinha mesmo barriga por ti, porque assim que saíste..puff.. baixou tudo.

Mas eu não queria de todo saber se tinha ficado com barriga, se a cicatriz era grande…naquele momento só queria olhar para ti, beijar-te e beijar-te…tinha ali a minha vida e naquele momento eu percebi, que o meu mundo deixou de girar à volta do sol…passou a girar ao teu redor.

E lá estávamos nós no recobro e tu..já de mama à boquinha… tinha que te alimentar bem, aliás, tu nem davas hipóteses para que pudesse esquecer por um segundo de te dar a maminha. E entraram o teu pai e a tua madrinha…aquele momento, em que o teu pai te viu, foi mágico para mim…Ali estávamos tão felizes!

Agradeço à tua madrinha Adriano Vera por ter estado lá para nós as duas, por ser a irmã que nunca tive.

Tenho também agradecer a toda a equipa que nos acompanhou naquela manhã, foram incansáveis, e mostraram que sim, o nosso sistema de saúde, ainda tem EXCELENTES médicos, enfermeiros e auxiliares. Fizeram com que a nossa manhã fosse ainda mais calma, mais bonita, mas aconchegante…parecia que faziam parte da nossa família filha.
Obrigada:
 Dra. Priscilla Marques
 Dr. Joaquim
 Anestesista Sónia
 Enfermeiras: Alexandra; Carolina; Sofia; Dina e Eva

Passado 2 horinhas, subimos para o quarto…a aventura estava a começar. As visitas foram muitas, todos te queriam ver e a expressão era SEMPRE a mesma…”tão grande…tão gordinha”

Estava tão cansada, mas tão feliz. Ainda não sentia nada, não tinha ainda dores mas também ainda não me conseguia levantar.

Passado algum tempo, percebi então o que teria de enfrentar…o inicio filha, pareceu assustador…a mãe não se conseguia endireitar, não conseguia andar direita, levantar e deitar era um desespero. Mas, NUNCA, em momento algum, tornei isso um impedimento, para te carregar no meu colo, para me levantar e te pegar quando choravas ou simplesmente, apenas porque queria te ter ali mais junto a mim. E Acho que foi esta força de te querer, que fez com que as dores fossem diminuindo e tenha recuperador mais rápido que o normal.

No entanto… enquanto umas dores passavam, algo pior viria a surgir. Comias tanto filha, que não davas tempo suficiente, para que o peito produzisse mais leite… não aguentavas 20 minutos sem comer…o meu leite não estava a ser suficiente para ti. Pedia ajuda às enfermeiras do quarto…algumas muito prestáveis…outras, infelizmente, não estavam na profissão certa… o peito começou a inchar muito, cada vez mais duro, a tua sucção causava-me dores horríveis…comecei a sangrar… queria te alimentar, e não estava a conseguir.

Assim que saímos do hospital, e regressámos a casa, comecei a dar-te leite em pó…estavas com tanta fominha filha . Consolei-me a ver-te deliciar o leite até ao fim e a dormires um sono descansado, como já 2 dias não acontecia.

Percebi que eu precisava de estar a 100% contigo e que não era menos mãe por não te alimentar com o peito. Dirigi-me à médica de família e ela ficou em pânico com o meu estado, eu só chorava com dores, tinha febre, não conseguia estar bem.

Punha-me de baixo de água quente de 10 em 10 minutos.
Secámos o leite…Não houve outra hipótese e sinceramente, filha…a mãe também não queria ter outra hipótese.

Não me sentia mais nem menos mãe por isso. Decidi em prol de ti, do teu bem estar e do meu. Tínhamos passado 9 meses muito turbulentos, não iria permitir que isso se repetisse. Queria estar bem, saudável e feliz ao teu lado. Por isso filha…nunca permitas que te digam que és menos do que alguém, só porque tomaste outras decisões em prol do teu bem estar e do próximo. Se acreditas e confias que é o melhor…vai em frente!

A mãe e o Pai, estarão SEMPRE aqui, para te apoiar